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31/12/04

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Saúde

Como lidar com a síndrome de Marfan

 “Eu tomo morfina em cápsulas de liberação programada duas vezes por dia. Isso me ajuda a levar a vida, mas quando a dor é demais, uso morfina líquida.” Michelle, uma senhora loira, de meia-idade, sorria ao dizer isso. Ao lado dela, o marido, Philip, concordou com a cabeça.

“QUANDO as coisas ficam difíceis”, continuou Michelle, “sinto dor a cada movimento, porque minhas juntas saem do lugar. Em resultado disso, os nervos se esticam e a dor pode ser terrível”. Faz décadas que Michelle luta corajosamente com seus problemas de saúde. Ela sofre da síndrome de Marfan.

Que doença é essa? Há cura? Decidi descobrir.

Uma síndrome sinistra

Descobri que a síndrome recebeu o nome de Antonin Marfan, um pediatra francês. Em 1896, ele descreveu a doença que recebeu o seu nome. Embora a síndrome seja rara — calcula-se que afete 1 pessoa em cada 10.000 — as vítimas vêm de todas as etnias e camadas sociais.

A síndrome é considerada uma doença genética. Visto que o gene responsável é dominante, pode ser passado para os filhos mesmo que apenas um dos pais sofra da síndrome. Por isso, em algumas famílias a doença passa de geração para geração. Atualmente, não há cura, mesmo que seja diagnosticada cedo na vida.

Michelle é alta e magra, com braços e dedos compridos, e mãos e pés finos. Esses podem ser sintomas da síndrome de Marfan. A maioria das vítimas não tem todos os sintomas e as complicações associadas à síndrome, mas depois que identificam um dos sintomas, os médicos prudentemente procuram outros. Quais são alguns deles?

Sintomas físicos

Um efeito comum da síndrome de Marfan é a miopia. Cerca de 50% das vítimas também têm deslocamento do cristalino. Além disso, a válvula aórtica pode ser afetada. Ela impede que o sangue na aorta — a maior artéria do corpo — volte para o coração.

Os médicos em geral ressaltam que as vítimas da síndrome de Marfan não devem participar de atividades que envolvam muito esforço físico. Embora apenas 1 em cada 10 vítimas desenvolva problemas cardíacos graves, todas elas têm o coração fraco e, por isso, é bom ter cuidado. Rompimentos da aorta em geral são fatais. Flo Hyman, jogadora de vôlei da equipe olímpica feminina dos Estados Unidos, com 1,95 metro de altura, morreu em 1986, aos 31 anos, durante uma partida no Japão devido a complicações com a síndrome de Marfan.

As vítimas da síndrome de Marfan também podem sofrer deslocamento do esterno, bem como apresentar curvaturas na coluna. Em casos graves, notam-se claramente problemas no maxilar superior e no céu da boca. Se a síndrome for diagnosticada na infância, será necessário acompanhamento cuidadoso, provavelmente com fisioterapia e cirurgia. Alguns doentes, como Michelle, sofrem de deslocamentos das articulações. O que causa isso?

O papel da fibrilina

Em 1986, os cientistas isolaram uma proteína chamada fibrilina. Ela é um componente essencial do tecido conjuntivo e parece contribuir para sua resistência e elasticidade. Em 1991, um gene defeituoso, mapeado no cromossomo humano 15, foi identificado como a causa da síndrome de Marfan. Normalmente, esse gene manda o corpo produzir fibrilina. Parece que, por causa dum defeito no gene, a fibrilina que o corpo produz é pouca ou defeituosa, o que faz os tecidos se esticarem em excesso, já que são incapazes de resistir a pressões normais. Isso talvez explique por que algumas vítimas da síndrome de Marfan tenham problemas nos pulmões. O tecido conjuntivo precisa ser forte para dar estabilidade e elasticidade aos pequenos alvéolos pulmonares.

Isso não quer dizer, porém, que as vítimas da síndrome de Marfan sejam mais suscetíveis a asma, bronquite ou enfisema. Mas às vezes ocorre colapso pulmonar espontâneo (pneumotórax) e, quando isso acontece, são necessários cuidados médicos imediatos. Michelle me contou que precisa ficar de olho para o caso de haver uma emergência dessas com seus pulmões, visto que eles foram muito afetados.

 Como Parar de Fumar

Como parar de fumar

PARAR de fumar é como aprender a andar de bicicleta: raramente a pessoa consegue da primeira vez que tenta. Assim, se você estiver decidido a parar, prepare-se para fazer várias tentativas até conseguir. Não encare recaídas como derrotas. Encare-as como um processo de aprendizado, um pequeno revés num projeto que pode ter um grande êxito. A seguir, algumas sugestões que deram certo para outras pessoas. Talvez funcionem para você também.

Prepare-se mentalmente para parar

· Primeiro, você precisa se convencer de que vale a pena o esforço de parar. Faça uma lista das suas razões para querer parar, incluindo os benefícios. Depois de parar, recapitule essa lista para fortalecer sua decisão.

Analise seus hábitos de fumar para descobrir quando e por que você fuma. Talvez ajude se você anotar quando e onde fuma cada cigarro num dia típico. Isso o ajudará a prever situações que talvez o tentem a fumar depois que parar.

Escolha uma data para parar

Escolha uma data para deixar de fumar e marque-a no calendário. É melhor escolher um dia em que você não estará sob muita pressão externa. Quando o dia chegar, pare de vez, abrupta e totalmente.

Antes da data de parar, livre-se de cinzeiros, fósforos e isqueiros. Lave todas as roupas que têm cheiro de fumaça de cigarro.

Peça a ajuda de colegas de trabalho, amigos e parentes para incentivá-lo nos seus esforços de parar. Não tenha receio de pedir a outros que não fumem na sua presença.

Planeje atividades para o dia de parar. Poderá ir a algum lugar onde é proibido fumar, como um museu ou teatro. Poderá também se exercitar: nadar, andar de bicicleta ou dar uma longa caminhada.

Como lidar com a síndrome de abstinência

Se você é um fumante inveterado, provavelmente passará por uma síndrome de abstinência, que começa algumas horas depois de você fumar o último cigarro. Entre os sintomas estão irritabilidade, impaciência, hostilidade, ansiedade, depressão, insônia, agitação, aumento do apetite e anseio por cigarro. Talvez seu médico possa lhe prescrever remédios para aliviar os sintomas.

Durante as primeiras semanas difíceis, coma alimentos com baixo teor calórico e beba muita água. Alguns descobriram que mastigar vegetais crus, como cenoura e aipo, é de ajuda. Se você se exercitar, evitará ganhar peso e aliviará os nervos.

Evite lugares e situações em que você se sentirá tentado a fumar.

Lute contra raciocínios errados que poderiam tentá-lo a fumar. Estas são algumas idéias comuns durante o período em que se sentem sintomas de abstinência: ‘Vou fumar hoje para me ajudar a enfrentar essa crise.’ ‘Fumar é meu único vício!’ ‘O fumo não deve ser tão ruim assim; alguns fumantes inveterados vivem mais de 90 anos.’ ‘Eu vou acabar morrendo de qualquer maneira.’ ‘A vida não tem graça sem cigarro.’

Se você estiver quase desistindo, adie. Se esperar só uns 10 minutos, a ânsia aguda talvez passe. Às vezes, a idéia de nunca mais fumar pode parecer terrível. Se você se sentir assim, concentre-se em parar só por hoje.

Continue sendo um ex-fumante

· Os primeiros três meses são os mais difíceis, mas mesmo depois disso procure evitar, se possível, ficar na companhia de fumantes e em situações que possam tentá-lo a fumar.

· Não se engane achando que pode fumar de vez em quando, mesmo que tenha parado há um ano ou mais.

· Resista à tentação de fumar “só um cigarro”. Esse pode levar a outros e logo você terá jogado fora todo o esforço que fez para parar de fumar. Mas se você acabar fraquejando e fumando, não há motivo para fumar mais um cigarro. Se teve uma recaída, pare de novo.

Milhões de fumantes conseguiram parar. Com determinação e persistência, você também pode parar de fumar!

 Quimica

Os elementos químicos surgiram por acaso?

“TODO objeto no Universo, até a estrela mais distante, é composto de átomos”, explica The Encyclopedia of Stars & Atoms (Enciclopédia de Estrelas e Átomos). Átomos isolados são tão pequenos que é difícil observá-los, mas quando eles se juntam, formam os conhecidos elementos químicos. Alguns deles são sólidos e visíveis; outros são gases invisíveis. Pode-se explicar a existência de todos esses elementos químicos como simples obra do acaso?

Os elementos 1 a 92

Embora seja o átomo mais simples que existe, o hidrogênio serve de combustível para estrelas como o Sol e é essencial para a vida. O átomo de hidrogênio tem um próton no núcleo e um elétron se movendo ao redor do núcleo. Outros elementos químicos, como o carbono, o oxigênio, o ouro e o mercúrio, são compostos de átomos com muitos elétrons se movendo ao redor de um núcleo composto de muitos prótons e nêutrons.

Há uns 450 anos, só se conheciam 12 elementos químicos. À medida que mais foram sendo descobertos, os cientistas notaram que eles seguiam uma ordem natural. E descobriram que, quando colocados numa tabela com linhas e colunas, os elementos na mesma coluna tinham características similares. Mas também havia lacunas na tabela, representando elementos desconhecidos. Isso levou o cientista russo Dmitri Mendeleyev a predizer a existência do elemento com número atômico 32, o germânio, bem como sua cor, peso, densidade e ponto de fusão. “As predições [de Mendeleyev] sobre outros elementos que faltavam — o gálio e o escândio — também se mostraram bem exatas”, afirma o compêndio científico Chemistry (Química), de 1995.

Mais tarde, outros cientistas previram a existência de certos elementos desconhecidos e algumas de suas características. Com o tempo, todos os elementos que faltavam foram descobertos. A tabela não tem mais lacunas. A ordem natural dos elementos se baseia no número de prótons no núcleo dos átomos. Começa com o elemento número 1, o hidrogênio, e vai até o elemento número 92, o último que em geral ocorre naturalmente na Terra: o urânio. Será que isso é só coincidência?

Veja também a grande variedade que existe entre os elementos químicos. O ouro e o mercúrio têm uma cor brilhante característica. Um é sólido e o outro, líquido. Mas na tabela periódica, eles vêm um após o outro — são os elementos número 79 e 80. O átomo de ouro tem 79 elétrons, 79 prótons e 118 nêutrons. O de mercúrio só tem um elétron e um próton a mais, e mais ou menos o mesmo número de nêutrons.

Será por mero acaso que pequenas mudanças na disposição de partículas atômicas permitem essa ampla variedade de elementos? E o que descobrimos ao analisar as forças que mantêm unidas as partículas atômicas? “Da menor partícula à maior galáxia, tudo no Universo segue regras que são descritas pelas leis da física”, explica The Encyclopedia of Stars & Atoms. Imagine o que ocorreria se uma dessas regras fosse mudada. Por exemplo, o que aconteceria se fosse feita uma pequena mudança na força que mantém os elétrons girando ao redor do núcleo atômico?

Forças físicas bem reguladas

Veja o que aconteceria se a força eletromagnética enfraquecesse. “Os elétrons não ficariam presos ao átomo”, diz o Dr. David Block no livro Star Watch. Qual seria o resultado disso? “Nenhuma reação química seria possível no Universo”, ele responde. Como somos gratos pelas leis fixas que tornam possíveis as reações químicas! Por exemplo, dois átomos de hidrogênio se combinam com um átomo de oxigênio para formar uma molécula da preciosa água.

A força eletromagnética é cerca de 100 vezes mais fraca que a força nuclear forte, que mantém o núcleo atômico intacto. O que ocorreria se essa proporção fosse mudada? “Se as potências relativas das forças nuclear forte e eletromagnética fossem ligeiramente diferentes, os átomos de carbono não poderiam existir”, explicam os cientistas John Barrow e Frank Tipler. Sem essa substância, não haveria vida, pois os átomos de carbono representam 20% do peso de todos os organismos vivos.

A correta potência da força eletromagnética em relação à força da gravidade também é essencial. “A mínima mudança nas potências relativas das forças gravitacional e eletromagnética”, explica a revista New Scientist, “transformaria estrelas como o Sol em gigantes azuis [quentes demais para a vida] ou em anãs vermelhas [insuficientemente quentes para sustentar a vida]”.

Outra força, a força nuclear fraca, controla a velocidade das reações nucleares no Sol. “É fraca justamente o necessário para que o hidrogênio no Sol queime num ritmo lento e constante”, explica o físico Freeman Dyson. Poderíamos dar muitos outros exemplos de como a vida depende do equilíbrio delicado das leis e condições encontradas no Universo. O escritor de assuntos científicos professor Paul Davies comparou essas leis e condições universais a um conjunto de botões e disse: “É como se os diferentes botões tivessem de ser sintonizados com enorme precisão para ter um Universo onde a vida pudesse florescer.” 

 

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Este site foi atualizado em 01/11/04